Four Seasons está com um pé no Brasil

O grupo hoteleiro canadense Four Seasons, que gerencia 83 hotéis de alto luxo ao redor do planeta, está de olho no mercado brasileiro. Pretende abrir três estabelecimentos no País - em São Paulo, no Rio de Janeiro e o terceiro, um resort, em outra cidade do litoral, numa região ainda indefinida. Esta semana, o diretor de desenvolvimento para América Latina e Caribe da rede, Alinio Azevedo, esteve no Brasil para conversar com potenciais investidores. Entre eles, figuram fundos de pensão, incorporadores e empresários em geral. Levando-se em conta que cada unidade consome em torno de R$ 180 milhões, da obra até o primeiro hóspede, a previsão é que seja necessário mais de meio bilhão de reais para bancar os planos do Four Seasons.

Clayton Netz, O Estadao de S.Paulo

11 de março de 2010 | 00h00

Pelo menos um dos empreendimentos, o hotel paulista, deve ser anunciado ainda no primeiro semestre deste ano, já que a intenção da rede é de que esteja pronto para operar durante a Copa do Mundo de 2014 e o tempo médio da construção é de quatro anos.

A entrada no mercado nacional faz parte da estratégia mundial da rede, controlada pelos fundos de private equity do empresário americano Bill Gates, da Microsoft, e do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, além do canadense Isador Sharp, que fundou o negócio há 50 anos. Depois de crescer na América do Norte, Europa e Ásia, o foco do grupo agora está na América Latina, África e no Oriente Médio. Hoje, a rede está envolvida com cerca de 40 projetos, em diferentes fases de execução, na China, Índia e Rússia.

Há quem veja com ceticismo a entrada de uma rede de hotéis superluxuosos como a Four Seasons no Brasil. "Não consigo ver mercado para esse tipo de hotel aqui", diz José Ernesto Marino Neto, presidente da consultoria BSH International, especializada em hotelaria. "É muito caro para os padrões brasileiros." Segundo ele, hoje o mercado de hotéis de luxo no País é representado por três marcas - Unique, Fasano e Emiliano - cujas diárias giram em torno de R$ 1 mil e tiveram uma taxa de ocupação de 65% em 2009. Comparando, uma diária no Four Seasons no exterior custa mais de R$ 2 mil.

Para complicar, lembra Marino Neto, o nicho de luxo teve um desempenho pífio no ano passado: cresceu apenas 1,5%, contra os 9% exibidos pelo restante do setor hoteleiro, em São Paulo.

Enfim, é investir para ver.

APP prevê faturamento de R$ 120 milhões

Iniciada em 2007, a operação da sino-indonésia Asia Pulp e Paper (APP), terceira maior fabricante de papéis do mundo, dona de uma receita anual de cerca de US$ 10 bilhões, vem crescendo rapidamente no Brasil. De 34 mil toneladas naquele ano, a APP importou 90 mil no ano passado, montante que espera aumentar para 120 mil toneladas em 2010, quando deverá faturar R$ 120 milhões.

Inicialmente, o principal produto da empresa era o papel couché. Mas o crescimento da demanda a levou a ampliar o portfólio, oferecendo também papéis revestidos e cartões não-revestidos.

APP prevê 2

Pode parecer inusitado que o um país como o Brasil importe papel da China, um dos maiores clientes da celulose que exporta. " O Brasil não atingiu e dificilmente atingirá a autossuficiência na produção de papéis", diz Geraldo Ferreira, presidente da APP. "Nossa vocação está na celulose."

Deutsche mostra o Brasil em Nova York

A oportunidade de investir em grandes projetos, como a Copa do Mundo, Olimpíadas e o Pré-Sal, está atraindo cada vez mais o interesse dos grupos estrangeiros pelo Brasil. Prova disso é o evento Brazil Breakfast Forum 2010, que o Deutsche Bank realiza nesta quinta feira, no hotel Grand Hyatt, em Nova York.

Entre os palestrantes, estão os executivos do Deutsche Bank Drausio Giacomelli, Stephen Cunningham e Karla Fernandes, além dos advogados Marcos Ribeiro, do escritório Souza, Cescon, Barrieu e Flesh, e Silvia Fizman, sócia do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.

Medicamento vendido atrás do balcão em xeque

A decisão da Anvisa de permitir a venda de medicamentos apenas atrás do balcão das farmácias desencadeou uma forte reação no País. A Associação Nacional de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Anadec), por exemplo, entrou com uma ação civil pública na 16 ª Vara Federal de Brasília, na semana passada, alegando que a medida retira o direito à escolha do consumidor.

Certificação unificada da ISO 9001 na Usiminas

A Usiminas acaba de receber a certificação ISO9001 para suas duas usinas no Brasil - Ipatinga (MG) e Cubatão(SP), concedida pela consultoria norueguesa Det Norske Veritas (DNV), uma das principais classificadoras do mundo.

"Queremos mostrar aos clientes estrangeiros que nosso aço tem o mesmo padrão de qualidade em qualquer unidade", diz Eduardo Sarmento, superintendente de qualidade da Usiminas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.