Foz do Rio Amazonas pode ser uma barreira para a espécie

O Brasil que se prepare. O peixe-leão já chegou à Venezuela e, segundo especialistas, não deve demorar para que ele invada também águas brasileiras. Talvez já em 2012. "Dada a velocidade com que ele se espalhou pelo Caribe, é possível que chegue ao Brasil em questão de meses", alerta Mark Hixon, da Oregon State University.

, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2011 | 00h00

O único fator que parece limitar a distribuição geográfica do peixe-leão é a temperatura da água, com tolerância que vai até 11°C. Sendo assim, não há nada que impeça sua proliferação pela costa brasileira. "Acreditamos que a distribuição final se estenderá até a costa da Argentina", diz Jim Morris, da Noaa.

A única possível lombada no caminho seria a foz do Rio Amazonas, onde o fluxo de água doce e de sedimentos sobre o mar forma uma barreira natural à dispersão de espécies entre o Caribe e o Atlântico Sul. Hixon e Morris acreditam que o peixe-leão conseguirá transpô-la sem maiores dificuldades, considerando que a espécie já foi encontrada em ecossistemas de água salobra, como mangues e estuários. Resultados preliminares de uma pesquisa em andamento, porém, lançam uma dúvida esperançosa sobre isso.

Segundo a pesquisadora Elizabeth Sbrocco, da Boston University, é possível que a distribuição do peixe-leão seja limitada também por níveis de salinidade da água e não apenas pela temperatura. Nesse caso, diz ela, o Amazonas poderia, sim, ser uma barreira eficiente contra o peixe-leão, associado ao fato de que as correntes oceânicas acima da foz fluem para o norte, dificultando o transporte de larvas para o sul do País.

"Temos de esperar para ver", resume Morris. H.E.

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