Interpol/Handout/Reuters
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França: diretor de empresa de silicone suspeito deve se explicar

Jean-Claude Mas, de 72 anos, fundador da Poly Implant Prothese (PIP), não veio a público desde o início do escândalo que pode afetar 300 mil mulheres em todo o mundo

Reuters

24 de dezembro de 2011 | 13h13

O ministro da Saúde da França pediu neste sábado, 24, para o chefe da fabricante de implantes de mama acusada de vender próteses defeituosas para dezenas de milhares de mulheres ao redor do mundo a ser encontrado, chamando o crescente escândalo de "negócio obscuro".

Jean-Claude Mas, de 72 anos, o fundador e diretor-executivo da francesa Poly Implant Prothese (PIP) não foi visto ou ouvido em público desde o início do escândalo que pode potencialmente afetar 300 mil mulheres em todo o mundo. Empresário está no site da Interpol, em uma lista de procurados na Costa Rica, por acusações relacionadas a 'vida e saúde'. Não há detalhes sobre as denúncias.

A empresa é acusada de usar silicone industrial de baixa qualidade em alguns de seus implantes, que foram vendidos em todo o mundo antes de serem retirados do mercado em 2010.

"É óbvio que temos de encontrá-lo (Mas) e aqueles que tinham interesse nesta empresa", disse o ministro francês da Saúde, Xavier Bertrand, à rádio Europe 1 no sábado. "Eles têm que responder por seus atos."

"É um negócio obscuro com muito dinheiro envolvido", disse Bertrand. "Em não utilizar o produto anunciado (silicone), eles tentaram fazer algum dinheiro, que é o pior de tudo, sobre a saúde das mulheres".

O advogado da PIP disse que Mas estava mantendo o silêncio por "decência e discrição", mas que ele seguia no sul da França.

No sábado, a agência policial internacional Interpol confirmou que tinha emitido um "alerta vermelho" para Mas, porém disse que não estava relacionado às suas atividades no PIP.

 

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