França diz que não vai ratificar pacto europeu sem mudanças

A França não vai ratificar o pacto europeu sobre disciplina fiscal a menos que o documento seja alterado para incluir compromissos ambiciosos com o crescimento econômico, disse o novo ministro das Finanças do país, Pierre Moscovici, nesta quinta-feira.

REUTERS

17 Maio 2012 | 07h49

"O que nós temos dito é que o tratado não será ratificado como está", disse Moscovici à BFM TV. "Seremos firmes nisso."

Moscovici, integrante do novo governo formado após a posse de François Hollande como primeiro presidente socialista da França em 17 anos esta semana, substituiu o conservador François Baroin no comando do ministério nesta quinta.

O novo gabinete francês diz estar comprometido com a administração firme das finanças públicas, mas também quer uma estratégia forte pró-crescimento na Europa, disse ele.

Hollande já tinha manifestado desde a campanha eleitoral sua posição contrária ao pacto firmado por seu antecessor, Nicolas Sarkozy, com outros líderes europeus em março.

O novo presidente francês discutiu pessoalmente o tema com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, apenas horas após tomar posse na terça-feira, disse Moscovici.

"O pacto deve ser acrescido com uma parte sobre o crescimento econômico, e quando digo isso, estamos falando de uma estratégia ambiciosa de crescimento", afirmou Moscovici.

"O que estamos dizendo --e somos todos muito pró-europeus, François Hollande é muito europeu, Jean-Marc Ayrault (primeiro-ministro) é muito europeu e eu sou muito europeu-- é que devemos levar a construção da Europa a uma nova direção, sem desvalorizar a responsabilidade orçamentária... para nós responsabilidade orçamentária e crescimento econômico não são contrários", disse.

Moscovici disse ainda que Merkel e Hollande conversaram sobre uma série de opções para promoção do crescimento, incluindo um uso maior dos fundos de desenvolvimento estrutural da Europa e financiamentos do Banco de Investimento Europeu.

(Reportagem de Brian Love)

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