França diz que possível multa de US$10 bi dos EUA ao BNP Paribas é irracional

O ministro de Relações Exteriores da França disse nesta terça-feira que o país irá defender os interesses do banco BNP Paribas após fontes afirmarem que a instituição enfrenta a perspectiva de uma multa de 10 bilhões de euros dos Estados Unidos, dizendo que a punição é "irracional".

Reuters

03 de junho de 2014 | 07h41

"Se há um erro ou violação então é normal que haja uma multa, mas a multa tem que ser proporcional e racional", disse Laurent Fabius ao canal de televisão France 2. "Esses números não são racionais."

Até o momento, ministros do governo disseram pouco sobre as negociações do BNP Paribas com autoridades dos EUA que investigam se o banco desobedeceu sanções norte-americanas a países como Sudão, Irã e Síria entre 2002 e 2009.

Autoridades dos EUA alegam que o banco, o maior concessor de empréstimos da França, retirou informações de identificação de transferências bancárias para que pudessem passar pelo sistema financeiro dos EUA, sem levantar bandeiras vermelhas, disseram fontes à Reuters.

Fontes familiarizadas com as negociações disseram que um acordo poderiam incluir uma multa de mais de 10 bilhões de dólares e outras penalidades.

O BNP disse no mês passado que uma multa por violar as sanções dos EUA pode ser muito maior do que a 1,1 bilhão de dólares provisionados.

(Por John Irish)

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