França faz contagem regressiva para bebê de Bruni e Sarkozy

A primeira-dama da França, Carla Bruni, deve dar à luz nos próximos dias, o que mantém o país em contagem regressiva para o evento que pode dar ao presidente Nicolas Sarkozy um alívio bem-vindo das complicações políticas ininterruptas.

REUTERS

11 Outubro 2011 | 11h55

O nascimento de um bebê pode ajudar a melhorar a imagem de Sarkozy perante os eleitores a menos de sete meses da eleição presidencial na qual ele pode perder para o socialista líder das pesquisas François Hollande, ainda que as empresas de sondagem afirmem que qualquer impulso provavelmente seria breve.

A data prevista para o parto de Bruni é um segredo bem guardado, mas acredita-se ser apenas uma questão de dias, e a cobertura da mídia em torno da gravidez dela está em polvorosa, no que se tornou uma contagem regressiva nacional para o nascimento.

Policiais montaram um discreto cordão de segurança em torno da clínica particular no oeste de Paris onde Bruni deve realizar o parto, e uma série de câmeras de TV mantém plantão 24 horas.

"Carla Bruni - o bebê chega em breve!", anunciava a manchete desta semana no website de notícias lepost.fr, que se concentra em política e pessoas, ecoando as matérias de capa nas revistas semanais.

A animação resulta parcialmente da novidade do nascimento de um bebê de um casal presidencial, em um país em que a vida privada do chefe de Estado costumava ficar totalmente fora de vista, especialmente no que dizia respeito aos filhos.

Muitos na França consideram que o relacionamento acelerado de Sarkozy com Bruni, cantora e compositora e ex-modelo, foi de mau gosto por ter sido tão pouco tempo depois do divórcio de sua segunda esposa, Cecilia, mas Sarkozy tem lutado para ser mais discreto e presidencial em relação à gravidez.

Mais cedo este ano, fotos de Sarkozy relaxando na praia com Bruni exibindo sua barriga de gravidez mostraram um lado simpático e tenro do presidente conservador.

A imagem dele é essencial no momento em que tenta reconquistar o eleitorado cansado da crise econômica e desiludido com um líder que muitos veem como impulsivo e impetuoso, apesar da liderança em questões internacionais tais como a crise na Líbia.

"Hoje, a insatisfação em torno de Nicolas Sarkozy atingiu tal nível que a gravidez e o nascimento estão em segundo plano em termos de opinião pública - mesmo que a gravidez fascine a França", avaliou François Miquet-Marty, analista da empresa de sondagem Viavoice.

Uma fonte do hospital disse à Reuters que o bebê, cuja mídia francesa aposta ser um menino, deve nascer no dia 28 de outubro.

(Reportagem de Nicholas Vinocur)

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