França pressiona membros da ONU a apoiarem luta contra Estado Islâmico

Paris circulou nesta quinta-feira esboço de resolução entre os 15 membros do Conselho de Segurança apelando por uma coordenação das atividades entre os países que combatem o EI

O Estado de S. Paulo

19 Novembro 2015 | 19h46

NAÇÕES UNIDAS - A França quer que os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pressionem todos os países que tenham capacidade a se unirem à luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, depois que os militantes do grupo reivindicaram a autoria da queda de um avião de passageiros russo e de ataques em Paris, Líbano, Turquia e Tunísia.

A França circulou um esboço de resolução entre os 15 membros do conselho nesta quinta-feira, 19, que também pede que os países "redobrem e coordenem seus esforços para prevenir e suprimir atos terroristas cometidos especialmente" pelo Estado Islâmico.

O documento proposto estabelece um confronto entre França e Rússia, que na quarta-feira ressuscitaram a tentativa de obter na ONU a aprovação para uma ação militar internacional contra o Estado Islâmico ao submeter um esboço editado de uma proposta de resolução que já circulou no conselho em 30 de setembro.

Esse esboço faz um apelo para que os países coordenem suas atividades militares com o governo do presidente da Síria, Bashar Assad, e foi descartado pela Grã-Bretanha, que tem poder de veto no conselho, e por outros membros.

O embaixador britânico Matthew Rycroft, presidente do Conselho de Segurança em novembro, disse nesta quinta-feira que a proposta de resolução francesa é mais sucinta e contém áreas da luta contra o Estado Islâmico nas quais o conselho pode chegar a acordo.

"O esboço russo ainda fala de questões que dividem o Conselho de Segurança, então não vejo muita perspectiva para isso", disse ele, acrescentando que pouca coisa mudou no texto atualizado. "Ela (a proposta russa) busca legitimar a autoridade de Assad." / REUTERS

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