Francês filho de diplomata é morto durante roubo em SP

Gabriel Robert Parfait havia ido com a esposa para um bar na Vila Mariana, onde bandidos fizeram assalto

Daniela do Canto, estadao.com.br

15 Janeiro 2009 | 07h43

O professor de francês Gabriel Robert Parfait morreu depois de ser baleado ao reagir a um assalto na noite desta quarta, 14, em um bar na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Natural da França e filho de um diplomata francês, Parfait foi socorrido pelos bombeiros e levado ao Hospital São Paulo, mas não resistiu ao ferimentos e morreu no início da madrugada.A corretora de imóveis Maria Jeanete Silvério, de 44 anos, esposa do professor, contou que o casal era cliente do bar há bastante tempo e resolveu ir até o local por causa da falta de energia decorrente da chuva. "Moramos lá perto há três anos. Ontem faltou força desde a tarde. Daí o meu marido falou: ''Vamos descer e tomar alguma coisa que deve demorar para a energia voltar''", contou.Segundo ela, dois ladrões chegaram ao bar e tentaram roubar a sua bolsa. Um deles levantou a camiseta para mostrar a arma, escondida na cintura. Além deles, estavam no local o dono e outros dois clientes. "No princípio, ele (Parfait) achou que era brincadeira", disse a corretora. Maria correu para o banheiro do bar, onde se escondeu com os outros dois clientes. Parfaid continuou no salão e discutiu com os bandidos. "Eu ainda tentei puxá-lo (para o banheiro), mas depois só ouvi o tiro e pensei: é o Gabriel." Quando saiu, a corretora encontrou o corpo do marido estirado no chão. O francês, de 53 anos, foi atingido por dois disparos: um de raspão no braço e outro na lateral do tronco, que atingiu a artéria aorta. Os dois ladrões fugiram levando R$ 400 e o relógio do dono do bar, avaliado em R$ 600. Eles ainda não foram encontrados pela polícia. EnterroOs familiares de Parfait ainda não decidiram se ele será enterrado no Brasil ou na França. "Vou respeitar o que a família quiser", disse a esposa. O professor chegou ao Brasil há 25 anos. Ele era viúvo do primeiro casamento, no qual teve duas filhas, de 21 e 23 anos. Uma delas estuda na Espanha e outra na França. "Os parentes dele estão vindo para cá", contou a mulher da vítima, que estava casada com o professor há quatro anos. Eles não tiveram filhos.

Mais conteúdo sobre:
crimehomicídioroubofrancêsSP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.