Francesa Lagarde é eleita diretora-gerente do FMI

A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, foi eleita nesta terça-feira diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), mantendo a hegemonia da Europa no principal posto do organismo.

LESLEY WROUGHTON, REUTERS

28 Junho 2011 | 15h23

Ela começa seu mandato de cinco anos em 5 de julho, em meio à escalada da crise de dívida grega e a crescentes temores de que Atenas entre em default.

"O conselho executivo, após considerar todas as informações relevantes dos candidatos, elegeu a sra. Lagarde por unanimidade", afirmou o FMI em comunicado.

Lagarde, de 55 anos, é a primeira mulher a chefiar o FMI, sucedendo Dominique Strauss-Kahn, que renunciou em maio para defender-se de acusações de abuso sexual a uma camareira de um hotel em Nova York.

A vitória de Lagarde sobre o presidente do banco central do México, Agustín Carstens, foi garantida após os Estados Unidos e economias emergentes como China, Brasil e Rússia declararem apoio à francesa.

Ela terá que lidar imediatamente com os esforços do Fundo e da União Europeia para manter a Grécia de pé e se concentrar em relatórios do FMI potencialmente preocupantes sobre a economia e ações de política das principais potências globais.

"O excepcional talento da ministra Lagarde e sua ampla experiência oferecerão uma liderança de valor inestimável a esta indispensável instituição num momento crítico para a economia global", disse em comunicado o secretário de Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.

APOIO DO BRASIL

Mais cedo, o Brasil anunciou seu apoio à candidatura de Lagarde, na expectativa de que ela dê continuidade às reformas do Fundo para garantir mais espaço aos países emergentes.

"Nós resolvemos escolher a ministra Lagarde seja pela sua experiência, pelo seu currículo, pelo seu conhecimento das questões econômicas mundiais e, fundamentalmente, pelo compromisso que a ministra Lagarde demonstrou em continuar as reformas do Fundo..., o que implicou em aumentar a posição dos países emergentes", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ministro fez questão de destacar que não se tratava de uma candidatura europeia, mas baseada no mérito.

(Com reportagem adicional de Isabel Versiani e Maria Carolina Marcello em Brasília)

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