Franceses buscam namoro na internet, diz estudo

Os franceses já têm Paris e o idioma do amor, e um novo estudo mostra que eles estão entre os maiores usuários de sites de relacionamento pessoal. Eles representaram a maior proporção de visitas a este tipo de site em dezembro do último ano, seguidos pelos britânicos e pelos norte-americanos, de acordo com a comScore Network, uma empresa de pesquisa global de internet. "Os franceses podem ter um comportamento mais galanteador e expansivo, talvez seja parte disso", disse o diretor administrativo da comScore Europe, Bob Ivins, em uma entrevista. A companhia, que coleta informação sobre a web por meio de um grupo representativo de 2 milhões de usuários ao redor do mundo, estudou as visitas aos cinco principais sites de relacionamento pessoal nos três países. Ela constatou que 22% dos usuários de internet da França acima dos 15 anos acessaram sites de encontro em dezembro de 2006, seguidos por 20% na Grã-Bretanha e 13% nos Estados Unidos. Outra razão possível para a popularidade dos encontros virtuais na França é o fato de que os principais sites cobram apenas dos homens por contatar alguém por meio deste tipo de serviço, enquanto as mulheres participam de graça. "Isso leva em conta uma atitude mais cavalheiresca no encontro", disse Ivins. Os serviços de encontros virtuais também estão mais amadurecidos nos EUA e na Grã-Bretanha, o que pode explicar por que o fenômeno ainda ganha força na França, de acordo com Ivins. O estudo mostrou que o site pessoal mais popular da França é o MeetIC, com 2,3 milhões de visitantes franceses em dezembro, acompanhado pelos 1,4 milhão de usuários britânicos do DatingDirect.com e pelos 4,5 milhões de usuários do Yahoo! Personals. Ivins apontou que o uso deste tipo de site parece atingir um pico em julho na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, e em setembro na França. O estudo ainda revelou que o setor de encontros virtuais não é controlado por um ator dominante. Enquanto o francês MeetIC tem uma parcela de 50% do mercado, o Yahoo! Personals e o DatingDirect.com controlam apenas cerca de um quarto dos mercados em seus países. "Há pessoas que vão e voltam entre diversos sites e há uma agitação no mercado", disse Ivins. "Se o negócio deles é realmente conectar as pessoas para ter uma relação romântica duradoura, então eles querem que as pessoas venham e vão e encontrem a pessoa dos seus sonhos", acrescentou.

Agencia Estado,

21 Fevereiro 2007 | 17h06

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