François Simon: como azucrinar sommeliers

Ninguém precisa sair fazendo pegadinhas para todos os sommeliers do mundo depois de aprender as lições do crítico de restaurantes do jornal francês Le Figaro, François Simon.

07 Setembro 2011 | 19h39

A ideia é outra: se divertir com os melhores trechos das Lições 13 e 14, Como Esnobar um Sommelier, capítulo do livro Como se Fazer Passar por um Crítico Gastronômico Sem Saber Nada - 50 Lições para Ser Bem Tratado num Restaurante (Albin Michel editor, 2001). A obra não foi publicada em português.

Escolha um vinho do qual saiba tudo. Deixe o sommelier ir falando. No primeiro vacilo (sempre há um), ferre o infeliz.

Finja que está em dúvida e peça ajuda. “Só para conferir: este vinho é de uva de colina ou de planície?”

Dê uma de detetive Colombo, pergunte de chofre: “Este premier cru, é de uvas colhidas à mão ou à máquina?”

Aeração é um campo escorregadio. Aproveite. Se o sommelier aconselhar arear o vinho no copo, argumente, com um sorriso superior, que a bebida se “abrirá”melhor na garrafa. Se ele sugerir na garrafa, exija no copo.

Deixe sobre a mesa um bloquinho com anotações, de preferência ilegíveis, e consulte-o com impaciência. Respeito garantido, distância mantida.

Com um ar de cumplicidade, assinale para o sommelier os erros de ortografia da carta

Esta é fácil, mas sempre eficaz: “Como, não tem Muscadet?!” (Para não falhar, confira antes a carta...)

Se o sommelier estiver confiante demais, fique à espreita. Um erro ao tirar a rolha, uma gota na toalha, madame não foi servida primeiro... e você para no meio a frase que está dizendo. O folgado estará desestabilizado pelo restante do jantar.

Volúpia suprema (e perversa): “Por favor, me deixa abrir este Margaux 47?”

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