Fraport quer disputar mais aeroportos em futuros leilões

A operadora de aeroportos Fraport mantém o interesse em investir no Brasil após ter disputado, sem sucesso, o leilão de concessão de três aeroportos em 6 de fevereiro. A parceria com a brasileira Ecorodovias deve ser mantida, segundo o diretor de projetos de investimentos globais da companhia, Felix von Berg.

REUTERS

09 Março 2012 | 18h13

"A gente está interessado (em novas concessões). O leilão foi razoável, bem organizado", disse o executivo a jornalistas nesta sexta-feira durante evento sobre concessões de aeroportos, em São Paulo.

De acordo com ele, mesmo não conquistando a concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), o consórcio se mostrou competitivo. "A Invepar foi agressiva, e não sabemos o por quê exatamente", disse von Berg.

Enquanto o consórcio formado pela Invepar e pela sul-africana Acsa venceu a disputa por Cumbica ao oferecer outorga de 16,2 bilhões de reais, o grupo da Fraport ofereceu 12,8 bilhões de reais.

O executivo afirmou ainda que a parceria com a Ecorodovias se mostrou positiva. "É uma empresa séria e aberta que trabalhou muito", afirmou.

"A gente vai continuar com eles sem dúvida (em futuros leilões)", disse von Berg, afirmando que o Brasil possui aeroportos "muito bons, mas que precisam melhorar muito".

Além disso, o superintendente da Fraport afirmou que a participação da estatal Infraero nos consórcios "adicionou um pouco de complexidade" ao certame. "Não é algo que eu desejava no começo, mas agora vejo isso como algo neutro", afirmou.

Questionado sobre a falta de interesse do consórcio nos aeroportos de Viracopos e Brasília, von Berg disse que, no caso do aeroporto da capital federal foi feito um estudo de demanda, que ficou bastante parecido com o feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

"Mas falamos com outras empresas e sabíamos que algumas acreditavam que poderia virar um hub maior, o que a gente não acreditava", disse.

Sobre Viracopos, von Berg disse que, além de ser um aeroporto metropolitano, o local tem grande dependência de tarifas de carga. "Essas tarifas são bastante elevadas e não nos sentimos confortáveis em disputar", completou.

(Reportagem de Carolina Marcondes)

Mais conteúdo sobre:
TRANSPORTES FRAPORT AEROPORTOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.