Frase sobre Holocausto gera protesto

Ato em Porto Alegre reúne 150 pessoas, enquanto grupos pró e contra iraniano se hostilizam em Brasília

Elder Ogliari, PORTO ALEGRE, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2009 | 00h00

Cerca de 150 pessoas participaram, em Porto Alegre, de protesto contra a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O presidente da Organização Sionista do Rio Grande do Sul, Ghedale Saitovitch, disse que o Brasil não deveria receber um governante que condena cidadãos à morte só por considerá-los "diferentes". E lembrou que Ahmadinejad já negou o Holocausto e falou em destruir Israel. Já o conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, comparou Ahmadinejad a Hitler e emendou: "O povo iraniano é vítima de um líder que não respeita os direitos humanos".

Em Brasília, grupos pró e contra Ahmadinejad se hostilizaram. Ben Abrahan, presidente da Associação de Sobreviventes do Nazismo, foi ao Congresso. Com 84 anos, o polonês naturalizado brasileiro contou ter passado 5 anos em campos de concentração na 2ª Guerra. "Ninguém pode apagar a história", disse ele.

Num de seus últimos compromissos oficiais em Brasília, o iraniano assistiu ao protesto solitário e silencioso do integrante de um grupo gay. A menos de cinco metros de Ahmadinejad, Júlio Cardia, 25 anos, ergueu um cartaz e a bandeira do movimento.

Em São Paulo, as comunidades judaica e evangélica, além dos movimentos negro e GLS e da Frente pela Liberdade no Irã, repudiaram a visita.

COLABORARAM CAROL CASTRO E ROBERTO ALMEIDA

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