Frei Chico culpa mídia por politizar filme de seu irmão

Coube a Frei Chico, um dos quatro irmãos do presidente Lula, o desabafo com relação à imprensa durante a pré-estreia do filme Lula, o filho do Brasil. "É praticamente a história de milhões de seres humanos nesta Terra, não tem nada mais do que isso", disse, ao lado do diretor Fábio Barreto e elenco, antes do início da exibição, que atrasou 45 minutos, no Teatro Guararapes, no Recife. "Órgãos da imprensa tentam politizar, dizendo que o filme é eleitoral", afirmou.

Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2009 | 00h00

Na segunda pré-estreia, que contou com a presença de quase 50 integrantes da família do presidente - 18 de São Paulo e cerca de 30 de Caetés e Garanhuns - o diretor Fábio Barreto comentou que Lula lhe pediu um DVD do filme para assistir no Aerolula quando viajou para Roma. O pedido foi negado. "Não fiz nenhuma cópia", disse, alegando que o motivo foi evitar a pirataria. Segundo ele, o presidente só verá o filme no dia 28, em São Bernardo do Campo.

Com capacidade para 2,5 mil pessoas, o Teatro Guararapes não ficou superlotado como ocorreu em Brasília. O governador Eduardo Campos (PSB), que disse ter visto anteriormente o filme bruto, reforçou compreender a ausência do presidente - que cancelou sua ida a Pernambuco onde hoje iria inaugurar uma fábrica em Bom Conselho, no agreste.

Sem a presença de Lula, o ator José Bezerra, 50 anos, que desde o primeiro mandato do presidente se "fantasia" como tal e desfila no carnaval de rua pernambucano com a faixa presidencial e a bandeira brasileira, fez as honras do evento.

A família também compreendeu a ausência de Lula. "Ele tem compromisso com os interesses da população", disse o primo em segundo grau, Eraldo Ferreira, 55 anos, que conviveu com o presidente em São Paulo na época da luta sindical.

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