Freiras enclausuradas podem assistir ao papa pela TV

Outros programas, como as novelas, continuarão proibidos para as monjas

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

24 de julho de 2013 | 12h06

SOROCABA - Um som incomum rompe, nos últimos dias, o silêncio da clausura do Mosteiro de Santa Clara, em Sorocaba (SP), que abriga monjas concepcionistas (freiras da Ordem da Imaculada Conceição). As freiras, que vivem em recolhimento absoluto, sem contato com o mundo exterior, foram autorizadas a assistir à televisão para acompanhar a passagem do papa Francisco pelo Brasil. Das 37 religiosas, sete receberam permissão para viajar ao Rio e participam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) - três delas deixaram o convento pela primeira vez.

Entre as que ficaram, a freira argentina Maria Eugênia Schneider é conterrânea do sacerdote Jorge Mario Bergoglio. Irmã Maria Eugênia afirma que conheceu Bergoglio quando ele era bispo de Buenos Aires e já primava pela simplicidade, preferindo usar ônibus e metrô ao carro da diocese. A madre superiora Iracema Gomes disse que a TV só é ligada para acompanhar a programação de Francisco no Brasil. Outros programas, como as novelas, continuarão proibidos para as monjas.

A Ordem da Imaculada Conceição foi fundada em 1484 por Santa Beatriz, em Toledo, na Espanha, e se caracteriza pela vida contemplativa, com "pureza de coração", devotada ao amor à Maria e a Jesus Cristo. O mosteiro de Sorocaba foi fundado em 1811 pelo frei Antônio de Sant''Anna Galvão, o São Frei Galvão, canonizado em 2007 durante o pontificado do papa Bento XVI.

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