Frustração marca primeira semana da COP

A secretária executiva da Convenção do Clima, Christhiana Figueres, fez ontem um balanço sobre a primeira semana da 18.ª Conferência das Partes do Clima das Nações Unidas (COP), que está sendo realizada em Doha (Catar), dando o tom do pouco que se pode esperar da reunião que deveria impulsionar a luta de impedir que o planeta sofra um aquecimento de mais de 2°C até o fim do século.

GIOVANA GIRARDI , ENVIADA ESPECIAL / DOHA, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2012 | 02h06

"O que vier de Doha não será no nível de ambição que precisamos", admitiu Christhiana, durante coletiva de imprensa. No início de seu discurso ela tentou mostrar otimismo, mas acabou reconhecendo que esse acordo pode ser fraco.

O que mais se escuta no centro de convenções é referência sobre dois estudos lançados antes de a conferência começar. O da agência ambiental da ONU (Pnuma) - que mostra que todas as metas que as nações apresentaram até agora estão aquém de deixar o mundo menos quente -, e o do Banco Mundial, que já considera a hipótese de chegarmos ao fim do século com uma temperatura 4°C mais alta do que no período pré-industrial.

Nos corredores, contudo, negociadores comentam que os lados não estão se entendendo, que a confiança estabelecida na COP passada, em Durban, está minando, e que falta liderança dos coordenadores dos grupos de discussão para mediar os entraves.

O embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, chefe dos negociadores, também afirmou em coletiva que há nesse momento pouco progresso e muita frustração. Ele disse que os países não estão se movendo, mas lembrou que, nas COPs anteriores, a situação era semelhante ao fim da primeira semana.

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