Fruticultores também dão a sua opinião

Diversificação, agregação de valor, frutas na merenda escolar e mais canais de venda são as sugestões

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2008 | 02h59

O produtor Antonio Roberto Losque, de Jundiaí (SP), é a terceira geração de fruticultores da família e aposta, para os próximos anos, em duas tendências: diversificação da produção e qualidade. O primeiro item é uma forma de garantir renda o ano todo e o segundo torna-se cada dia mais essencial. Losque cultiva uva, pêssego, ameixa, caqui, goiaba, tangerina, serigüela e maçã, em 11 hectares. ''A fruta que não tiver qualidade não terá mercado. Se tiver, o preço pago não compensará.''Sobre o PAC da Fruticultura, Losque diz que a inclusão de frutas na merenda escolar é fundamental. ''É uma forma de mudar o conceito de que fruta é sobremesa, e não alimento.''Outra tendência é a agregação de valor, sobretudo à fruta de segunda linha. ''Uma uva mais fraca vira geléia, compota e licor, que vendo no Circuito das Frutas'', diz, referindo-se ao pólo turístico formado por nove municípios produtores de frutas. Outra experiência que gostaria de ver expandida é a venda de frutas em locais com grande fluxo de pessoas, direto ao consumidor.Losque, que participa do projeto Circuito das Frutas nos Terminais, da Secretaria de Agricultura de Jundiaí, em que produtores vendem frutas em bancas instaladas em terminais rodoviários da cidade, aprova a idéia. ''Com fácil acesso, o consumo é estimulado.'' Para o produtor, o governo pode ajudar criando canais de comercialização, mas é dever do produtor ''plantar e saber para quem vender''.Canais de vendaO produtor Ademar Yoshio Ogata, de Taquaritinga (SP), que produz citros e manga, concorda e diz que o problema de muitos é não saber onde vender. ''É preciso ter escala, estudar canais de comercialização e planejar as vendas. Se o governo ajudar, melhor.''Ogata exporta manga e diz que o mercado externo valoriza qualidade. ''Em relação a preços, quem regula é o mercado, mas cabe ao governo desburocratizar o processo para quem pretende exportar'', diz ele, que está na terceira safra de exportação. Ele conta que o processo de habilitação para exportação levou quatro meses. ''Poderia ter sido mais rápido.''

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