''Fugitivos'' repetem que há mortos

Brasileiros que fugiram de Albina, depois de serem atacados por quilombolas que vivem no Suriname, mantêm uma desconfiança em relação às informações que são prestadas pela Embaixada do Brasil sobre o conflito. Atemorizadas, testemunhas dizem que há mortos no local.

, O Estadao de S.Paulo

30 Dezembro 2009 | 00h00

Contam que ainda há brasileiros em Albina, alguns escondidos na mata que circunda cidade, outros desaparecidos depois de se jogarem no rio Maroni, que marca a fronteira entre o Suriname e a vizinha Guiana Francesa, para fugir das agressões.

É isso que os leva a insistir na afirmação de que há brasileiros mortos em razão do conflito.

Na noite de segunda-feira, por exemplo, quando a Embaixada informava não ter informações sobre a presença de brasileiros em Albina, chegava a Paramaribo um garimpeiro de 44 anos que estava escondido nos arredores daquela cidade desde o dia 24 de dezembro, quando foi desferido o ataque aos brasileiros. Jamerson Muniz, paraense de Capanema, diz ter passado fome durante todos esses dias e afirma que conseguiu deixar a cidade com a ajuda de policiais surinameses. Ele confirma haver outros brasileiros escondidos na mata. "Tem muita gente escondida lá dentro", afirmou o garimpeiro.

De acordo com diplomatas brasileiros, é possível que haja brasileiros na região. Podem, como contam os garimpeiros, estar escondidos ou ainda trabalhando no garimpo, sem terem ouvido qualquer notícia sobre os ataques. A polícia do Suriname informa não ter informações sobre mortes na região.

De acordo com brasileiros, um corpo teria sido encontrado nos últimos dias. A informação foi checada pela polícia local, mas não confirmada.

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