Funasa dá ultimato a índios que mantêm reféns em RR

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) divulgou uma nota informando que não aceitará negociar com índios yanomâmis, que mantém 11 funcionários do órgão reféns em Roraima, sob atitudes visam "exclusivamente burlar a legislação brasileira". Segundo o comunicado, a presidência da Funasa considera a reação dos índios como "atitudes antidemocráticas". O conflito começou às 10 horas (horário de Brasília), quando os índios impediram a saída dos funcionários da área indígena no município de Alto Alegre.O impedimento da saída dos profissionais ocorreu quando as equipes se preparavam para realizar a troca de turno. Elas prestavam serviços de saúde no local. Os onze funcionários estavam a bordo de duas aeronaves e foram impedidos de deixar o local. A Funasa avalia que tais ações "colocam em risco a vida de profissionais ou prestadores de serviço da Fundação que atuam em atendimento à saúde indígena em território nacional em nada contribuem para a melhoria do atendimento às comunidades".Segundo informações da assessoria, os profissionais teriam sido impedidos de sair "por causa de atraso na liberação de recursos para a entidade conveniada", no caso a Fundação Universidade de Brasília (FUB). A Funasa informa que a liberação dos recursos referente à 12ª parcela do convênio, de R$ 2,8 milhões, com a FUB foi feita hoje.A Funasa informa que o convênio com a FUB foi firmado em julho de 2004 e se encerraria em outubro deste ano, mas foi prorrogado, "excepcionalmente", por mais 90 dias "para garantir a assistência à saúde das comunidades indígenas atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomâmi". A nota ressalta ainda que a liberação das parcelas é realizada somente mediante análise prestação de contas das parcelas anteriores.

PEDRO HENRIQUE FRANÇA, Agencia Estado

03 de outubro de 2007 | 20h02

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