Funcionária de banco que divulgaria sigilos é presa

Mais um suspeito de integrar o esquema de compra e venda de sigilos telefônico, bancário e fiscal foi preso na manhã de ontem pelo Departamento de Investigações Sobre Crime Organizado (Deic). Selma Giachetti, operadora do Banco Bankpar, holding responsável pela emissão de cartões American Express, é acusada de fornecer a detetives particulares de São Paulo extratos de cartões de crédito de clientes para a quadrilha. Com ela, já são 10 os presos pela Operação Spy 2, desencadeada anteontem por policiais do Deic e promotores do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep), do Ministério Público Estadual. Uma pessoa continua foragida. Ontem à tarde, promotores e policiais começaram a ouvir os suspeitos. Três dos cinco policiais acusados de falsificarem requisições para escutas negaram o crime. Até as 20 horas, os detetives e funcionários de bancos e operadores de telefonia continuavam sendo ouvidos no Deic. Na próxima semana, mais vítimas devem ser chamadas para depor. Estima-se que centenas de pessoas, entre elas empresários e políticos, caso do deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), tiveram seus sigilos quebrados ilegalmente. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Grampo requisitou ao MPE e à polícia cópias dos autos da operação. O presidente da comissão, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), considerou o caso uma prova da banalização de escutas. Com base na análise de documentos, a CPI definirá as convocações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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