Funcionários da Eletrobras entram em greve

Os funcionários da Eletrobras entraram em greve nesta segunda-feira após não terem conseguido o aumento salarial solicitado e pedindo a retomada das negociações, informou o secretário de energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Fernando Pereira.

Reuters

16 de julho de 2012 | 17h39

O representante dos trabalhadores disse que a adesão ao movimento "é boa", e que praticamente todos os funcionários de 14 empresas do grupo pararam --com exceção dos 30 por cento necessários para manter as atividades de operação e outras essenciais.

"Paramos por tempo indeterminado até o governo autorizar a reabertura das negociações", disse Pereira à Reuters.

Os trabalhadores pedem aumento salarial de 10,73 por cento, segundo Pereira, enquanto a Eletrobras ofereceu 5,1 por cento.

Fernando Pereira disse ainda que os trabalhadores querem discutir a estrutura da empresa --que segundo ele tem cerca de 20 mil terceirizados, além dos 27 mil contratados.

O diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras e também do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro (Sintergia-RJ), Emanuel Mendes Torres, disse ainda que os funcionários pararam em protesto à interrupção das negociações.

Segundo o representante dos funcionários da Eletrobras no Estado do Rio de Janeiro, a empresa ainda não se manifestou ao sindicato após a entrada em greve dos funcionários nesta segunda-feira.

A Eletrobras ainda não tem posicionamento oficial em relação à greve, segundo informou a assessoria de imprensa da companhia.

Os trabalhadores que aderiram à greve atuam nas empresas Eletronorte, Eletrosul, Eletronuclear, Chesf, Furnas, CGTEE, Boa Vista Energia, Eletroacre, Ceron (RO), Amazonas Energia, Ceal (AL), Cepisa (PI) e Cepel, segundo informações da FNU.

O assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, disse nesta segunda-feira que a paralisação não afeta as operações das usinas nucleares Angra 1 e 2.

(Por Anna Flávia Rochas)

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