Funcionários da rede estadual ganham R$ 590 mi em bônus

Bonificação é calculada de acordo com a evolução do Idesp, índice de desenvolvimento da educação, de cada escola

PAULO SALDAÑA, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2013 | 02h08

O governo do Estado de São Paulo pagou ontem R$ 590 milhões de bônus a professores e profissionais da rede estadual de educação. A bonificação é calculada de acordo com a evolução do Idesp, o índice de desenvolvimento da educação, de cada escola. Como o Idesp global da rede recuou em 2012, a proporção de escolas que receberam o bônus teve pequena queda.

Em 2012, 83,7% das escolas estaduais cumpriram as metas do índice e seus funcionários receberam o bônus, o que significa 4.183 escolas. No ano passado, esse porcentual foi de 85,1%.

As escolas de ensino fundamental foram as que mais perderam o bônus. O ciclo 1 (de 1.º ao 5.º ano) foi o que mais sofreu. O número de escolas com esse ciclo que receberam o bônus recuou 15%. Neste ano, 1.138 escolas bateram as metas, que representa 68,8%. No ciclo 2, foram 2.441 (66,1% do total), enquanto no ano anterior foram 2.594.

O bônus foi pago a 205.869 servidores, número similar à quantidade de servidores do ano anterior. O valor, no entanto, teve um salto de um ano para outro por conta de valores maiores pagos em 2013. No pagamento anterior, foram desembolsados pela secretaria R$ 538,5 milhões.

Docentes, supervisores, diretores e demais profissionais da Educação recebem bonificação de até 2,9 vezes o valor de seus vencimentos. O bônus é proporcional ao desempenho da escola.

Segundo a pasta, cerca de 114 mil profissionais ganharão até R$ 2.500,00. Mais de 52 mil receberão até R$ 5.000,00. Outros 28.978 educadores terão até R$ 8.000,00 em bônus. Valores superiores a R$ 8.000,00 serão pagos a 9.894 funcionários da pasta. Dos 163.824 integrantes do magistério contemplados, cerca de 158 mil são professores.

Piora. O Idesp leva em conta os resultados das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo(Saresp) e também dados de fluxo escolar. Em 2012, o Idesp global da rede foi de 2,59. O resultado representou piora em relação ao ano anterior, cujo índice foi de 2,61. Enquanto o ensino médio apresentou melhora, as avaliações do ensino fundamental tiveram resultados ruins.

No 5.º ano do fundamental, as notas do Saresp ficaram em 197,6 em língua portuguesa e 207,6 em matemática - as duas disciplinas avaliadas. A situação mais grave está nos anos finais, com piora nas duas disciplinas. Foi apenas nesse ciclo que as notas de português regrediram.

A média na disciplina caiu para 227,8 em 2012 - em uma escala que vai a 500. É a menor desde 2008. Na divisão por níveis de proficiência, a situação é também ruim: o porcentual de alunos abaixo do básico aumentou meio ponto e chegou a 28,5%. Além disso, caiu o porcentual de alunos com conhecimento adequado (de 15,2% para 14%) e avançado (de 1,8% para 1,6%).

Em matemática, o 9.º ano teve nota 242,3, com uma queda de 2,9 pontos em relação a 2011. A proporção de estudantes com nível abaixo do básico na disciplina aumentou, saltando 33,8% para 36,6%. Somente 9,1% sabem o adequado e 1% estão avançados.

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