Funcionários, professores e PT se desentendem no AC

Discussões entre funcionários públicos federais, professores em greve e militantes do PT por pouco não tumultuam a manifestação no centro de Rio Branco. Quando a passeata, até então tranquila, chegou à frente do Gabinete Civil do governo do Acre, o presidente da Juventude Petista no Acre, Cesário Campelo Braga, pediu o microfone para se pronunciar. Braga foi vaiado e viu-se obrigado a entregar o microfone à organização do manifesto.

ITAAN ARRUDA, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 16h00

O grupo petista foi forçado a deixar a manifestação. Um manifestante tentou rasgar uma pequena faixa empunhada por um jovem do partido. A organização conduziu a situação ajudada por líderes sindicais. Os ânimos acalmaram-se e a passeata seguiu pelo centro da capital acreana até o retorno à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), local de saída da passeata.

Uma bandeira da legenda foi queimada na caminhada dos funcionários públicos. No Estado, a manifestação dos funcionários foi muito influenciada pelo descontentamento dos professores do sistema público de ensino, em greve há 17 dias. Nesta quinta-feira, um grupo de 50 professores montaria uma acampamento em frente à Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) como forma de pressionar o governo estadual a retomar as negociações. O governo do Estado se retirou dos debates na semana passada, diante das constantes negativas de não aceitação das propostas oficiais relacionadas ao aumento de 15% reivindicado pela categoria, "reenquadramento" e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

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