Fundação da USP assumirá novo hospital em Bauru

Objetivo é instalar uma faculdade de Medicina na cidade; unidade também abrigará residência médica

Chico Siqueira / ARAÇATUBA , especial para O Estado de S. Paulo,

02 Abril 2012 | 03h05

A Fundação Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo (USP) assumirá a gestão de um novo hospital em Bauru, com o objetivo de instalar uma faculdade de Medicina na cidade.

A fundação ficará responsável pelo novo prédio do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP (HRAC-USP), conhecido como Centrinho. Uma comissão nomeada pela reitoria e coordenada pelo superintendente de Saúde da USP, Marcos Boulos, passou os últimos dias em Bauru para discutir como será feita a transição.

O Centrinho-USP é reconhecido pela atuação de excelência na área de anomalias congênitas do crânio e da face. O prédio, de 12 andares, que começou a ser construído na década de 1980, deve ser entregue neste mês.

O novo hospital seria administrado pelo Centrinho e ampliaria o número de cirurgias, leitos e atendimentos -, mas, por falta de demanda, o prédio será repassado para a Fundação Faculdade de Medicina.

"De 1980 para cá, as prioridades mudaram e o atendimento na área do Centrinho foi ampliado em outras regiões do País", disse o superintendente do Centrinho, José Alberto Souza Freitas. "A transferência para a fundação foi uma ótima saída."

Com 164 leitos e 20 de UTI, o novo hospital será tornará uma unidade de pronto-atendimento em pediatria, especialidades de cabeça e pescoço e em campo para residência médica em anestesiologia, neurocirurgia e cirurgia craniofacial, otorrinolaringologia, cirurgia plástica e pediatria. E terá uma unidade da rede Lucy Montoro, especializada na reabilitação de portadores de deficiências.

Antes de ser repassado à fundação, será cedido em comodato à Secretaria de Saúde para que o governo possa bancar os custos com equipamentos, pessoal e manutenção, informou Boulos.

Falta de leitos. Mas a mudança de gestão no prédio não vai solucionará o principal problema de saúde em Bauru, a falta de leitos para internações secundárias. Por isso, há uma proposta de a fundação também assumir a gestão do Hospital de Base (HB), o maior hospital para atendimento geral de Bauru. O HB, cujo prédio é do Estado, está sob intervenção federal e em estado falimentar.

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