Fundação resiste a acusações

A casa fica num bairro arborizado e elegante da capital chilena, mas não tem placa nem avisos ao visitante. A Fundação Presidente Augusto Pinochet tem como objetivo, além da promoção de projetos de educação, a difusão da versão do ditador e de seus simpatizantes sobre a história do período em que ele esteve no poder, entre 1973 e 1990. Logo na porta, em um painel, estão listados os nomes de 500 militares. ''São os soldados mortos por guerrilheiros'', explica o gerente da Fundação, Rodrigo Iturriaga. ''Por essas mortes nunca ninguém foi processado. Também houve vítimas desse lado, não foram só os 2 mil do outro.'' Mais ao fundo, em um museu, estão expostos objetos pessoais de Pinochet, como uma coleção de miniaturas de soldados e tanques.

, O Estadao de S.Paulo

13 Dezembro 2009 | 00h00

Para Iturriaga, Pinochet foi um revolucionário e os abusos dos direitos humanos - casos de assassinato e tortura ocorrido durante seu governo -, ''um custo para livrar o país das ameaças da época''. Criada nos anos 90 por amigos do ditador, a fundação recebe recursos de empresários, militares e políticos. Em 2004, ela foi atingida com as denúncias de corrupção contra o general. ''Foi o maior golpe que a Concertação nos desferiu'', admite Iturriaga, que garante que nenhuma irregularidade ficou comprovada. Agora, muitos políticos buscam manter distância da fundação. ''A Aliança para a Mudança (de Piñera) se afastou, mas essa é apenas uma estratégia para atrair votos.''

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