Fundecitrus deixará defesa sanitária

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) deixará de realizar, a partir de 2010, inspeção sanitária e ações de erradicação de plantas no parque comercial citrícola, que abrange os Estados de São Paulo e Minas Gerais. A decisão, tomada no início deste mês e ratificada em reunião semana passada do Conselho Deliberativo do Fundecitrus, deve-se à forma como vinha sendo tratado o greening, principal doença da citricultura mundial e que já levou à erradicação de pelo menos 6 milhões de plantas em São Paulo.

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2009 | 04h38

O conselho da entidade avaliou que a doença - que só pode ser combatida com a erradicação de plantas - não tem mais controle no Estado, mesmo com as ações do Fundecitrus. A única solução seria pagar uma indenização ao citricultor para a renovação do pomar, mas os governos estadual e federal não se comprometeram com o pedido.

A citricultura, que enfrenta problemas de quedas de preços nos últimos anos, agora pode ficar ainda mais vulnerável com o enfraquecimento do Fundecitrus, referência mundial no controle de pragas e doenças na agricultura.

A decisão do Fundecitrus representará uma queda de 80% no orçamento anual da entidade - sairá dos atuais R$ 50 milhões para R$ 10 milhões - e que será destinado apenas às ações de pesquisa, serviços e educação. O quadro de inspetores será reduzido de 1.400 para entre 150 e 200.

Todas as ações de defesa sanitária da citricultura voltarão para a Secretaria de Agricultura paulista, com quem o Fundecitrus mantinha convênio desde 1992. O secretário de Agricultura, João Sampaio, que está em férias, já foi informado da decisão. No dia 18 de janeiro está prevista reunião para avaliar os impactos da decisão e discutir possíveis soluções.

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