Fundos de Pensão dos EUA se voltam para investimentos alternativos

Ao enfrentar as crescentes obrigações e os retornos menores, muitos dos maiores sistemas públicos de pensão dos Estados Unidos aumentaram suas exposições a investimentos alternativos para níves recordes este ano, apesar das críticas sobre riscos e custos.

SAM FORGIONE, Reuters

16 de agosto de 2012 | 15h49

Os gestores dos fundos de pensão públicos investiram bilhões de dólares em investimentos alternativos, que vão de instalações de energia da Polônia a bônus contra catástrofes, uma vez que o retorno de um mercado de ações sem brio e taxas de juros historicamente baixas têm dificultados os ganhos para os fundos de pensão.

Os fundos com mais de 1 bilhão de dólares tiveram uma média de 15 por cento em investimentos alternativos em junho de 2012, o patamar mais alto já alcançado, ante 9,2 por cento em junho de 2011, de acordo com o Wilshire Trust Universe Comparison Service.

O aumento carrega riscos de um desempenho instável e taxas mais elevadas, segundo informações da Pew Center nos Estados. Até o momento, a maioria dos Estados cortou benefícios de pensões ou aumentou contribuições dos trabalhadores, ou estão tentando.

"Há várias maneiras em que a economia pode começar a ir contra você", Martin Fridson, estrategista global de crédito do BNP Paribas Asset Management, sobre os investimentos dos fundos de pensão em ativos alternativos. Ele notou que a performance dos hedge funds varia, enquanto as empresas de private equity podem ser recompensadas enquanto transferem os riscos para os fundos de pensão.

O California Public Employees' Retirement System (Calpers)- o maior fundo de pensão dos Estados Unidos, com 237 bilhões de dólares - tem um recorde de 14 por cento de seus ativos em investimentos alternativos, incluindo venture capital, private equity, fundos de aquisição e dívida subordinada. O Calpers não inclui hedge funds, construção civil ou commodities sob os invetimentos alternativos.

O South Carolina Retirement System ainda tinha gritantes 53 por cento dos seus ativos em alternativos em 30 de maio, apesar do fracasso divulgado no ano passado.

Um ex-presidente do fundo fez apostas alternativas que resultaram em taxas de administração de 344 milhões de dólares em 2011. Ao mesmo tempo, o fundo tinha um déficit de cerca de 14,4 bilhões de dólares, levantando dúvidas de que os retornos valeram o risco e as taxas.

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