Furacão Dean passa pelo sul do Golfo do México

O furacão Dean passou pelo sul doGolfo do México nesta quarta-feira, revirando o mar ao redor deplataformas de petróleo, mas não há previsão de fortalecimentoantes da volta à costa. O Dean golpeou a região turística de Tulum, no Caribemexicano, e a famosa praia de Cancún antes de cruzar apenínsula Yucatán e entrar no Golfo do México, onde a empresade petróleo estatal Pemex tem centenas de poços de petróleo eoutras instalações. O furacão tinha ventos de quase 130 quilômetros por hora às5h locais (6h de Brasília). O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos disse queo Dean poderia ganhar força antes de voltar à terra, aindanesta quarta-feira, mas que o processo "pode ser mais lento doque o previsto anteriormente". Aparentemente, continuará nacategoria 1, com ventos abaixo de 153 quilômetros por hora. A tempestade deverá voltar ao continente ao norte deVeracruz, México. O governo do país ampliou o alerta defuracões para o norte, ao longo da costa do golfo, até La Cruz,disse o centro de monitoramento. Segundo a instituição, o furacão deve perder força depoisde chegar ao continente e dissipar-se em 48 horas. O México retirou mais de 18.000 funcionários da Pemex einterrompeu 80 por cento de sua produção de petróleo antes dachegada do Dean, potencialmente catastrófico. Não foi divulgado se plataformas foram danificadas. "A Pemex está esperando o furacão passar", disse aporta-voz Martha Avelar na terça-feira. O preço do petróleo caiu mais de 2 por cento naterça-feira, quando o Dean perdeu força, aliviando aspreocupações a respeito da produção dos EUA e do México. O México, um dos três maiores fornecedores de petróleo dosEUA, deixou de produzir 2,65 milhões de barris por dia -- poucomais do que toda a produção da Venezuela -- e fechou portos porprecaução. TURISTAS O Dean forçou milhares de pessoas, incluindo muitosturistas, a entrarem em abrigos na Península Yucatán, mas nãohá registros de danos sérios. Comerciantes em Veracruz, porto histórico perto do localonde os primeiros conquistadores espanhóis desembarcaram naregião, no século 16, fecharam as janelas com placas demadeira. "Houve pânico na compra de comida nos supermercados", disseGabriela Navarrete, 35 anos, que tem um bar no porto. O Dean destruiu pequenas cabines de praia e restaurantes napraia de Tulum com suas ondas fortes, e o vento derruboupalmeiras. Mas a Riviera Maia ficou quase intacta em comparação àdevastação de hotéis e locais turísticos na passagem do furacãoWilma, em 2005. Na cidade de Chetumal, de 150.000 habitantes, perto de ondepassou o centro do furacão, a rua principal foi inundada. O presidente mexicano, Felipe Calderón, disse que não foramregistradas mortes na passagem do furacão. Na Jamaica, onde o Dean passou no fim de semana, o númerode vítimas fatais subiu para 12. Furacões de categoria 5, como o Dean, são raros, mas em2005 foram registrados quatro, incluindo o Katrina, quedevastou Nova Orleans, nos EUA. (Reportagem adicional de Mica Rosenberg em Belize, CyntiaBarrera na Cidade do México e Horace Helps em Kingston)

TOMAS SARMIENTO, REUTERS

22 de agosto de 2007 | 08h08

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