Furacão força Obama a equilibrar agendas de governo e de campanha

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enfrentou no domingo a delicada tarefa de equilibrar a resposta do governo a um potencialmente enorme desastre natural com seu próprio esforço para buscar a reeleição, à medida que o furacão Sandy aproximava-se da Costa Leste dos EUA dias antes da eleição.

MATT S, Reuters

29 de outubro de 2012 | 08h26

Tentando demonstrar que havia aprendido as lições do fracassado manuseio de seu antecessor na Casa Branca, George W. Bush, diante do furacão Katrina em 2005, Obama tentou projetar a imagem de um presidente totalmente engajado no uso de recursos para lidar com uma emergência nacional iminente.

Ao visitar a sede federal para respostas a tempestades em Washington, Obama alertou os moradores da Costa Leste para se prepararem para uma "grave e grande" tempestade, que se move devagar e pode levar algum tempo para se dissipar. Mas prometeu que o governo vai "responder forte e responder rápido" depois que o furacão atingir o país.

Mesmo se comprometendo a se manter no controle da ameaça de tempestade, Obama --depois de rearranjar uma viagem de campanha por causa do furacão que se aproxima-- manteve o plano de voar para a Flórida, na noite de domingo, para um comício em Orlando nesta segunda-feira.

Mas ele descartou uma aparição no final do dia em Ohio, considerado o Estado indeciso mais crucial das eleições, para que pudesse voltar a Washington para monitorar o que poderia ser uma das maiores tempestades que já atingiram o continente dos EUA.

Obama, que também realizou uma teleconferência com governadores e prefeitos dos Estados no caminho da tempestade, procurou acalmar tais preocupações.

"Minha principal mensagem a todos os envolvidos é que nós temos que levar isso a sério", disse Obama a jornalistas. Ele disse que as autoridades de emergência estão confiantes de que equipamentos e pessoal suficientes estão disponíveis antes do impacto da tempestade.

"Minha mensagem para os governadores, bem como para os prefeitos, é que tudo o que precisarem, nós estaremos lá, e nós vamos acabar com a burocracia. Nós não vamos ficar atolados com um monte de regras", disse.

Os assessores de Obama disseram que os preparativos para a tempestade estavam em linha com a reação do presidente para outros desastres naturais, como os incêndios devastadores do último verão no Colorado, o furacão Irene no ano passado e a tempestade tropical que atingiu a costa do Golfo antes da convenção democrata.

O furacão Sandy também ameaça bagunçar o cronograma do candidato republicano Mitt Romney, mas ele também estava indo em frente com alguns de seus eventos.

Os eleitores vão às urnas em todo o país em 6 de novembro.

(Reportagem adicional de Jeff Mason e Samson Reiny)

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