Fuvest aprovou mais ricos na prova deste ano

A exemplo do que ocorreu com a população negra, o aumento de quase 10% na matrícula de alunos oriundos de escola pública na Universidade de São Paulo (USP) em 2012 não provocou alteração na pirâmide social da instituição. Os dados socioeconômicos da Fuvest mostram que o vestibular 2012 aprovou mais alunos de classes mais abastadas que o de 2011. A participação de estudantes com renda familiar menor diminuiu.

O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2012 | 07h46

Neste ano, os inscritos que vêm de famílias com renda média superior a sete salários mínimos, o que significa ganhos acima de R$ 6.220 por mês, representaram 41% do total. Mas, na lista de aprovados, eles garantiram 51% das matrículas. No ano passado, esse grupo representava 48,8% de aprovados.

A ponta mais alta da pirâmide também ficou maior em 2012, segundo a Fuvest. Neste ano, cerca de 35% dos ingressantes da USP vêm de famílias com renda acima de dez salários mínimos - com ganhos médios acima de R$ 8.708. No ano anterior, o porcentual era de 33%.

Esse grupo ficou com 3.765 vagas do total de 10.766. O que chama a atenção é que, enquanto ficou com 35% das vagas, o grupo representou 26,9% dos inscritos no vestibular.

Na outra ponta da pirâmide, caiu de 35% para 33% os ingressantes com renda salarial de até cinco salários mínimos - renda de até R$ 3.110. Esse grupo representa 44% dos inscritos. / P.S.

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