G20 vê retomada do crescimento até fim de 2010--Financial Times

Líderes do G20 esperam que o apoio aos bancos e mais gastos e dinheiro para o FMI vão tirar a economia mundial da recessão até o fim de 2010, segundo o esboço de um comunicado da cúpula do G20 obtido pelo Financial Times e divulgado neste domingo no site do jornal.

REUTERS

29 de março de 2009 | 15h46

Medidas de estímulo já tomadas vão aumentar a produtividade global em mais de 2 pontos percentuais e criar mais de 20 milhões de empregos no mundo, segundo o Financial Times, reproduzindo informações do documento.

Líderes das 20 maiores economias do mundo se encontram em Londres, na quinta-feira, para discutir regulamentação, auxílio ao comércio internacional e gastos extras para tentar acabar com a pior recessão desde 1930.

O rascunho aparentemente não contem números específicos sobre medidas governamentais para estimular a demanda, uma área de divergências cruciais entre os Estados Unidos e alguns países europeus.

Os Estados Unidos pressionam por maiores esforços de outros países, mas a Europa diz já ter feito o suficiente por enquanto.

Representantes do governo britânico se recusaram a comentar a reportagem. O porta-voz do primeiro-ministro Gordon Brown descartou um rascunho publicado por uma revista alemã, considerando-o desatualizado.

O esboço com 24 tópicos obtido pelo Financial Times determina ações a serem tomadas em relação a fundos de investimento, pagamento de banqueiros, paraísos fiscais, câmbio e reservas de capital bancário.

"Nós estamos decididos a restaurar o crescimento agora, resistir ao protecionismo, e reformar nossos mercados e instituições para o futuro", diz o rascunho, segundo o FT. "Nós estamos decididos a assegurar que a crise não se repita."

Pagamentos e bônus a executivos devem premiar desempenho, crescimento sustentável e evitar risco excessivo, segundo o documento.

Fundos de investimentos vão ser monitorados por um fortalecido Fórum de Estabilidade Financeira, expandido para incluir todos os países do G20 e renomeado Comissão de Estabilidade Financeira.

Paraísos fiscais vão ser mencionados em um documento à parte a ser publicado durante a cúpula e estarão sujeitos a sanções não especificadas, diz o rascunho. Será requisitado ao FMI a apresentação de propostas para o uso da renda de vendas em ouro para apoiar países pobres.

(Reportagem de Peter Griffiths)

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