Garantir preço no mercado futuro é o ideal

O professor Dante Pazzanese Lanna, do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), destaca que o confinamento envolve alto giro e que o sistema tem crescido entre 10% e 15% a cada ano, de dez anos para cá, mas 2009 foi um ano difícil para o setor, por causa da queda de preços.

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2010 | 03h30

Ele relata que a atividade é muito estimulada com empréstimos bancários, e qualquer erro pode levar o produtor à falência. "Em 2009, porém, foi o único ano que o confinamento não teve crescimento", diz.

O Brasil confina, por ano, entre 2,3 milhões e 2,5 milhões de cabeças, em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. "A vantagem do confinamento neste ano são os preços baixíssimos de grãos, farelos e insumos, mas os preços da Bolsa em outubro, no momento da venda, não indicam preços muito interessantes", diz ele. Lanna recomenda que o pecuarista que optar pelo confinamento deve travar parte do rebanho na Bolsa.

O consultor Miguel Cavalcanti acredita na recuperação das exportações, mas não como em 2008, e aposta também em novos mercados, como o Irã, e até o "fator Copa do Mundo", com aumento de consumo de carnes em churrascos em dias de jogos. "Pode crescer entre 10% e 27%", diz Cavalcanti.

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