Garoto, 5, pede em carta a premiê sueco que proíba venda de doces

Pequeno William ficou frustrado ao gastar economias ao comprar balas por impulso, mas premiê rejeitou pedido mesmo assim.

BBC Brasil, BBC

25 Julho 2009 | 14h21

O pedido de um garoto de cinco anos de idade para que o governo sueco proibisse a venda de balas e doces foi educadamente recusado pelo primeiro-ministro da Suécia.

O menino, William, havia feito o apelo em uma carta endereçada ao premiê, Frederik Reinfeldt.

"Olá, Frederik. Meu nome é William e tenho cinco anos de idade. Você pode proibir as lojas de vender balas?", escreveu.

A consulta foi motivada pela frustração de William ao gastar, por impulso, 20 coroas suecas (cerca de R$ 5) em doces, certa vez em que saiu às compras com o avô.

A despesa o deixou sem dinheiro para comprar uma pulseira verde e dados mágicos que ele dizia querer "de verdade".

Irritado com o erro de cálculo, pediu ao avô que o ajudasse a escrever uma carta ao premiê sueco pedindo a proibição da venda de doces no país.

Mas a resposta do primeiro-ministro foi como um trecho de livro-texto sobre as teorias liberais.

"Muita gente acha que é legal comer doces de vez em quando", respondeu. "Se as pessoas não quiserem comer doces, podem decidir não comprá-los."

Fracassada a pressão para mudar a legislação, William decidiu insistir com o avô, que prometeu largar o cigarro se o garoto largasse os doces.

Não há informações para confirmar ou descartar que isto tenha ocorrido. Mas sabe-se que no fim o garoto conseguiu a pulseira e os dados mágicos - depois, segundo os relatos, de o avô ganhar no bingo e vir ao socorro do neto determinado.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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