Gases de animais são 20% da emissão de carbono em Iperó

Os gases liberados pelos animais, especialmente os bovinos, respondem por 20% das emissões de carbono medidas em Iperó, cidade de 28,3 mil habitantes, na região de Sorocaba. O estudo, feito pela empresa ambiental Proactiva e divulgado nesta quinta-feira, 29, indica que as atividades agropecuárias têm peso importante na emissão de gases de efeito estufa em cidades agrícolas do interior. O município é o primeiro do interior do Estado a realizar um inventário das emissões de carbono. A cidade tem cerca de 5 mil bovinos e 240 mil aves em criações.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 15h59

Os gases emitidos pelas atividades agropecuárias representam 26% de todas as emissões, perdendo apenas para aquelas decorrentes do consumo de combustíveis, como o dióxido de carbono (CO2) expelido pela frota de veículos, que responde por 37%. Somado ao impacto do consumo elétrico, o item energia passa a responder por 56% das emissões. O mapeamento dos gases incluiu ainda outros usos da terra, como o cultivo da cana-de-açúcar, e os resíduos domésticos. A gestão dos resíduos sólidos urbanos e o tratamento dos efluentes líquidos geram 17% das emissões.

No total, gerou-se o equivalente a 28,3 mil toneladas de gases em 2011, ano base do levantamento - uma tonelada por habitante. O estudo, feito conforme parâmetros internacionais e doado à cidade pela Proactiva, que mantém um aterro sanitário no município, será a base para um plano de ação visando à redução das emissões, segundo o prefeito Vanderlei Polizeli (PSDB). "Vamos definir medidas que reduzam a emissão de gases, como o plantio de árvores, o uso de painéis solares no sistema público e a coleta seletiva." Segundo ele, o plano de ação será feito até o fim deste ano para entrar em prática a partir de janeiro de 2014.

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