Gates deixa a Microsoft e se concentra em filantropia

Três décadas depois de criar a gigante da informática, Bill Gates deixa seu posto na empresa

Reuters,

26 Junho 2008 | 16h47

Percebendo que uma revolução estava por começar na computação pessoal, Bill Gates deixou a Harvard University em 1975 para criar a Microsoft e promover a visão de um computador em cada mesa de trabalho e cada casa.   Passadas três décadas, Gates deixará seu posto naquela que é hoje a maior companhia de software do mundo e passará a trabalhar em tempo integral na organização de caridade - a Bill & Melinda Gates Foundation - que ele criou com sua vasta riqueza.   Gates, 52, cuja aparência juvenil contrasta estranhamente com os cabelos já grisalhos, deixará para trás toda uma vida dedicada ao desenvolvimento de software e concentrará suas energias em promover a descoberta de novas vacinas ou o microfinanciamento de projetos nos países em desenvolvimento.   Em sua condição de maior acionista da Microsoft, Gates continuará a ser o presidente do conselho da empresa e a trabalhar em alguns projetos especiais de tecnologia. A participação de 8,7% que ele detém na companhia vale cerca de US$ 23 bilhões.   Gates começou a programar computadores aos 13 anos, criando um sistema de agenda para marcar as aulas de sua escola, em Seattle. À medida que adquiria experiência, compreendeu o potencial do software para alterar a maneira pela qual as pessoas trabalhavam, comunicavam e se divertiam.   "Quando eu tinha 19 anos, antevi o futuro e baseei minha carreira nessa visão. Eu estava certo", escreveu Gates em The Road Ahead, seu livro de 1995.   Ele compreendeu bem cedo na revolução da computação pessoal que o software seria mais importante que o hardware. Com o amigo de infância Paul Allen, ele criou a Microsoft, batizada para simbolizar a missão da nova empresa: criar software para microcomputadores.   Ele foi apresentado aos computadores na Lakeside Preparatory School, uma escola de elite em Seattle, onde aprendeu a programar em linguagem Basic, usando um primitivo computador ASR-33.   Foi em Lakeside que ele conheceu Allen, dois anos mais velho e também fascinado por computadores. "É claro que na época era só por diversão, ou assim imaginávamos", relembrou Gates em seu livro.

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