GCMs vão correr com usuários no Parque do Ibirapuera

A partir de quarta-feira (20), a Guarda Civil Municipal (GCM) não correrá só atrás de bandidos e de quem pratica vandalismo. Às 8h, será lançado o projeto "Corra com a Guarda", em que os agentes atuarão como monitores fazendo cooper com os frequentadores do Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.O projeto será realizado das 8h às 11h, todas as segundas, quartas e sextas-feiras. Um efetivo de 16 guardas-civis, formados em Educação Física, estará à disposição dos usuários do parque.

AE, Agência Estado

19 de março de 2013 | 08h49

Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto, também corredor, a ideia é usar o projeto para aproximar a população da GCM. "Se a população aderir, pretendemos expandir para outros parques da cidade", afirma Porto. A cada meia hora, um grupo composto por um professor de Educação Física e dois monitores percorrerá um trajeto de três quilômetros no Ibirapuera.

"Muita gente vai ao parque e não tem companhia para correr", diz Porto. Para correr com os guardas-civis, bastará ir até a tenda da corporação, na Praça do Porquinho, próximo do Portão 6. Não é necessário fazer inscrição e o número de corredores é ilimitado.

Além de praticarem corrida, os guardas darão orientação aos corredores e farão sessões de alongamento. A grande maioria dos GCMs do parque, um total de 134, deve permanecer fazendo apenas suas funções de proteção ao patrimônio municipal. A ação é uma estratégia para tentar colar a imagem de "Guarda Comunitária", uma das ideais anunciadas na campanha pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Desde que assumiu, a atual gestão tenta retirar a fama de truculenta da corporação, acusada de agredir moradores de rua no centro e envolvida em brigas com skatistas na Praça Roosevelt. Uma das primeiras atitudes foi trocar o comando da GCM, hoje sob responsabilidade de Eduardo de Siqueira Bias. Ele e o secretário Roberto Porto participarão da corrida inaugural.

Exotismo

Especialista em segurança, o coronel José Vicente da Silva discorda que esse tipo de ação aproxime a GCM da comunidade. "Não vejo nada a ver com a trabalho profissional da guarda, um exotismo sem resultado. Só se melhora a relação com a população no exercício da própria função", afirma.

Já o presidente do Sindicato dos Guardas-Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo, Carlos Augusto de Souza, afirma que a ação pode ajudar a quebrar a desconfiança em relação a membros da corporação. "Talvez seja uma semente de um policiamento comunitário, no sentido de trazer a população para se aproximar da instituição", afirma. Com a GCM desprestigiada, nos últimos seis anos, mais de 1,5 mil integrantes deixaram a corporação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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