Geithner vê retorno da confiança ao setor financeiro dos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou nesta terça-feira que vê sinais da confiança retornando ao setor financeiro norte-americano e prometeu que o país adotará políticas que preservem o valor do dólar.

GLENN SOMERVILLE, REUTERS

14 Julho 2009 | 10h13

"As políticas dos Estados Unidos são formatadas para oferecer condições para um dólar forte e mais estabilidade no sistema monetário internacional e entre as principais economias", afirmou ele na Câmara de Comércio de Jidá, na Arábia Saudita.

Geithner, que partiu de Londres para o Oriente Médio na noite anterior, pretende assegurar aos países do Golfo Árabe que os Estados Unidos querem seus investimentos e que seus ativos em dólar estão seguros. Ele viaja para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, na quarta-feira, e visitará Paris, na quinta-feira.

O secretário do Tesouro afirmou ainda que esforços agressivos para conter a crise financeira global estão começando a funcionar e reconheceu que os Estados Unidos têm um dever especial de ajudar a estimular a economia.

"Dado o papel do dólar no sistema financeiro internacional e o impacto significativo da economia norte-americana nas condições econômicas globais, nós reconhecemos completamente que o Estados Unidos têm uma responsabilidade especial a cumprir", disse ele.

Geithner advertiu que levará "consideravelmente mais tempo" para fazer a economia global retornar ao crescimento sustentável. Ele observou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) recentemente elevou sua projeção global, prevendo um crescimento de 2,5 por cento em 2010.

Isso é "mais lento que o normal para recuperação, apesar disso é recuperação", afirmou Geithner.

Assim que a recuperação for estabelecida, ele disse que os Estados Unidos rapidamente suspenderão as medidas excepcionais adotadas e terão o déficit orçamentário sob controle.

"Nós estamos muito comprometidos para garantir, assim que atravessarmos essa crise, a redução dos nossos déficits fiscais e reversão dessas intervenções extraordinárias que adotamos", explicou o secretário.

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