Genética de gir é a mais exportada

Gir leiteiro é responsável por 90% das vendas externas de material[br]genético de bovinos, entre todas as raças

Niza Souza, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2008 | 01h41

Os machos também são importantes no processo de melhoramento. ''É preciso ter bons reprodutores para formar um plantel de qualidade'', diz Carlos Henrique Machado, da ABCZ. Tanto que a Embrapa e as associações de criadores das raças zebuínas (ABCZ, ABCGIL, entre outras) têm programas de melhoramento específicos para raças leiteiras, com testes de progênie dos animais avaliados.O pecuarista João Machado Prata Júnior, da Fazenda Aprazível, em Água Comprida (MG), participa do programa de melhoramento da ABCZ. ''Fazemos o controle oficial de leite há mais de 30 anos'', diz ele. A produtividade do plantel, que era em torno de 4 quilos de leite por vaca/dia, passou para 12 quilos. Além do leite, o rebanho de gir leiteiro PO garante a renda com a venda de touros provados, sêmen e embriões.EXPORTAÇÃONão à toa, o gir leiteiro é a principal raça bovina exportadora de material genético. De acordo com gerente de Relações Internacional da Brazilian Cattle, Gerson Simão, no ano passado houve aumento de 56% na quantidade de sêmen exportado, em comparação a 2006. ''E cerca de 90% das exportações brasileiras de genética de bovinos são de material de gir leiteiro'', diz.Com o protocolo do Panamá, assinado recentemente, Sião acredita que as exportações aumentem cerca de 60% este ano. ''O girolando só é o que é hoje graças ao melhoramento genético do zebu. E o gado a pasto leva grande vantagem, principalmente com o alto preço dos grãos, que são a base das rações.''

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