Gestante bêbada dá à luz menina alcoolizada na Polônia

O alcoolismo é um problema na Polônia, onde o consumo de bebidas destiladas alcança níveis preocupantes

Efe,

10 de setembro de 2007 | 16h57

menina nasceu na Polônia com uma taxa de 1,9 grama de álcool por litro de sangue, depois que sua mãe, uma alcoólatra de 29 anos, chegou bêbada para dar à luz a um hospital de Dabrowia Gornicza, no sul do país.   A taxa da criança é mais que três vezes maior que o máximo permitido para motoristas, segundo a lei brasileira atual.   Em estado muito grave, a criança, de 2,3 quilos, foi para a incubadora, enquanto a mãe, cinco horas depois do parto, registrava um índice de álcool de 1,5 grama por litro de sangue.   Tanto a mãe como o pai da recém-nascida, que também é alcoólatra e que hoje foi flagrado com 3,5 gramas de álcool por litro de sangue, foram colocados à disposição da Justiça.   À polícia, ambos disseram que não sabiam que a ingestão de álcool durante a gravidez era prejudicial ao desenvolvimento do feto.   Além disso, a mãe declarou que, durante todo o período de gestação, não se consultou com médicos nem se submeteu a exames.   Um caso semelhante foi registrado no país durante o mês de julho, quando uma mulher de 37 anos, embriagada, deu à luz uma criança com 1,2 grama de álcool por litro de sangue.   O alcoolismo é um problema em toda a Polônia, onde o consumo de bebidas destiladas, sobretudo de vodca, alcança níveis preocupantes entre as camadas mais pobres da sociedade.   Segundo especialistas, filhos de pais que consomem álcool em grandes quantidades desenvolvem a chamada síndrome do alcoolismo fetal, que se manifesta em atrasos no crescimento, tendência a ataques epilépticos, anormalidades faciais e problemas de aprendizagem e comportamento.

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