Paulo Pinto/AE
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Gianecchini tem quimioterapia adiada

Ator, diagnosticado com um tipo raro de linfoma, sangrou durante colocação de cateter; não há previsão de alta

Fernanda Bassette, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

O início do tratamento quimioterápico do ator Reynaldo Gianecchini foi adiado e não tem data para começar. Segundo boletim do Hospital Sírio-Libanês, o adiamento ocorreu porque houve sangramento durante a introdução do cateter venoso central.

Após exames, Gianecchini foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin de células T - tipo mais raro da doença que afeta os linfócitos (células de defesa). A equipe médica do hospital já suspeitava desse diagnóstico, mas amostras foram enviadas para a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, para confirmação.

O cateter venoso central é um tubo flexível implantado no paciente com câncer para facilitar a administração dos quimioterápicos e preservar as veias. Segundo a assessoria do Sírio, não é comum ocorrer sangramento durante o implante, mas as medidas necessárias foram tomadas e o problema, sanado.

Desde anteontem, Gianecchini se prepara para o tratamento. Ao todo, o paciente deve ser submetido a pelo menos seis sessões de quimioterapia. Não há previsão de alta.

A doença. O problema foi descoberto após Gianecchini se submeter a cirurgia de hérnia inguinal e ter reação alérgica e faringite. Surgiram gânglios na virilha e na região do pescoço, que não desapareceram com medicamentos - o que levantou a suspeita de outro problema mais sério.

Gânglios aumentados e indolores são um dos principais sintomas do linfoma, além de febre, suor (geralmente à noite), cansaço excessivo, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o surgimento de 9,1 mil novos casos por ano.

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