Gigantesco telescópio entra em operação na Espanha

Espelho de 10,4 m de diâmetro contém 36 partes; aparelho custou US$ 176 mi

Efe-AP

13 Julho 2007 | 15h16

Um dos maiores telescópios do mundo, com um espelho de 10,4 metros de diâmetro, entrará em funcionamento nesta sexta-feira, 13, pela primeira vez nas Ilhas Canárias, em um teste com a presença de autoridades e cientistas. Outros instrumentos comparáveis são o Southern African Large Telescope (Salt), com um espelho de 11 metros, e o Hobby-Eberly, no Texas, também de 11 metros. Ao contrário do que foi divulgado nesta manhã, o telescópio das Canárias não será o maior do mundo. Às 23h hora local (19h em Brasília), a cúpula do Grande Telescópio das Canárias (GTC) será aberta para receber a chamada "primeira luz", focalizando a Estrela Polar. O telescópio está localizado no Observatório de Roque de Los Muchachos, a 2.426 metros de altura sobre o nível do mar. O centro fica na ilha de La Palma, uma das Canárias, arquipélago espanhol na costa noroeste da África. A construção do GTC custou € 130 milhões (R$ 330 milhões), com co-financiamento da Espanha, EUA, México, Alemanha e diversas empresas privadas. O GTC pertence à chamada "geração de 8-10 metros" dos telescópios. A importância dele para a astronomia é o tamanho de seu espelho, com superfície circular de 10,4 metros de diâmetro e uma área coletora de luz de quase 76 metros quadrados. Um dos maiores avanços tecnológicos do GTC é seu sistema de óptica adaptativa: um conjunto de espelhos maleáveis que realizam milhares de correções cada segundo, em tempo real, para compensar as aberrações que a luz sofre na passagem pela atmosfera. Além disso, o telescópio conta com uma instrumentação focal de última geração que permite analisar a luz visível e infravermelha e transformar os sinais recebidos em imagens diretas e imagens espectroscópicas. Depois da apresentação desta sexta-feira, ainda serão necessários mais 12 meses de ajustes e calibrações do telescópio e seus instrumentos. A cerimônia terá a presença do príncipe de Astúrias, Felipe de Borbón, da ministra da Educação e Cência, Mercedes Cabrera e de cientistas espanhóis e estrangeiros. Texto substituído às 15h16, com mais informações e correções

Mais conteúdo sobre:
Telescópio Ilhas Canárias

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.