Guilherme Conte/AE
Guilherme Conte/AE

GLUPT - Alturas tropicais do terroir colombiano

Foi como uma reação em cadeia de desenho animado. Minha gata Frederica pulou na poltrona, que se moveu derrubando um quadro encostado, que caiu sobre uma garrafa, que se quebrou. Um acidente doméstico trivial facilmente solucionável por um rodo e um pano de chão e a compra de nova garrafa idêntica.

Luiz Horta - O Estado de S.Paulo - blog.estadao.com.br/luiz-horta,

18 Janeiro 2012 | 19h34

Só que o vinho era um dos dois trazidos da Colômbia pelo repórter Guilherme Conte, uma curiosidade de que nunca ouvira falar: vinho colombiano. O acidente virou um pequeno drama por segundos, até que vi que restara bastante líquido no fundo quebrado da malfadada garrafa. Era o Cabernet Sauvignon.

Foi assim, comicamente, que tomei contato com essa quase criação da imaginação de García Márquez: meu primeiro vinho colombiano. O tinto era bom, um pouco pesado, apesar da altitude, 2.100 metros. Essa altura, que permite ter vinhos por ali, equivale à de Salta, na Argentina, e empresta o frescor da noite ao intenso sol do dia, justamente a amplitude térmica de que as uvas precisam.

O vinhedo é irrigado por gotejamento. O negócio é sério: equipamentos adequados, mudas trazidas do maior fornecedor de plantas do mundo, em Montpellier, fermentação em inox, estágio em carvalho.

O Sauvignon Blanc foi surpreendente - boa acidez, muita tipicidade, bom corpo, equilibrado e com um sedutor aroma de figos frescos no nariz.

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