GM se compromete a não fazer demissões até o fim de novembro

A General Motors se comprometeu a não demitir trabalhadores até o fim de novembro. A decisão foi tomada no sábado após mais de nove horas de reunião entre representantes da montadora e dos trabalhadores em São José dos Campos (SP), informou um assessor da montadora à Reuters.

Reuters

05 de agosto de 2012 | 10h43

Durante a reunião, GM e representantes dos empregados chegaram a uma proposta que estabelece que 900 trabalhadores da empresa seguirão trabalhando na linha de montagem da fabricação de 120 unidades do Classic por dia e 940 empregados serão afastados da fábrica, mas seguirão recebendo salário até 30 de novembro, quando será decidido como serão integrados às equipes de trabalho.

O Classic é o único modelo produzido no setor Montagem de Veículos Automotores (MVA), que seria fechado pela GM, levando à dispensa de 1.840 trabalhadores, informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

A proposta será posta em votação em assembleia na terça-feira para votação dos trabalhadores. Com isso, GM e sindicato terão 60 dias para procurar um novo acordo que flexibilize condições de trabalho e permita à empresa reduzir os custos em São José dos Campos, tidos como os mais altos do país para GM.

A companhia também deverá abrir um programa de demissão voluntária para todos os 7500 trabalhadores no complexo de São José dos Campos e talvez isso abra vagas para os 940 trabalhadores que estarão afastados do trabalho nos próximos 4 meses.

(Reportagem de Brad Haynes)

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