Gol não descarta cortar frequências para a Argentina

A Gol registrou uma redução "acentuada" na demanda de passageiros para a Argentina nas últimas semanas, inclusive sendo forçada a cancelar alguns voos, disse a jornalistas o presidente da companhia aérea, Constantino de Oliveira Jr.

REUTERS

08 Julho 2009 | 14h00

De acordo com um assessor da Gol, a taxa de ocupação nos aviões da companhia em voos para a Argentina diminuiu cerca de 50 por cento nas últimas três semanas em relação ao mesmo período do ano passado.

A Argentina vive um surto de gripe suína e o governo brasileiro recomendou que se evite viagens ao país vizinho --que é o principal destino da Gol no exterior, com 14 voos regulares diários para Buenos Aires, Córdoba e Rosário.

Questionado sobre a possibilidade de cortar frequências para a Argentina, Constantino Jr. disse que não há planos no momento, mas preferiu não descartar a possibilidade.

"Se não houver passageiros, não há como manter a oferta, mas acreditamos que esse problema (da gripe suína) deve ser administrado", disse a jornalistas após anunciar uma parceria da Gol com a American Airlines para programas de milhagem e compartilhamento de voos.

Segundo Constantino Jr., a maior parte dos cancelamentos para o país até agora refere-se a voos fretados que iriam para Bariloche.

De acordo com o executivo, os voos para a Argentina representam apenas cerca de 2,5 por cento do faturamento da Gol. Segundo ele, a redução da demanda para aquele país está sendo parcialmente compensada por voos para o Caribe que a Gol iniciou recentemente.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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