Gol tem prejuízo menor no 3o tri, de R$309,4 mi

O prejuízo líquido da Gol diminuiu em 40 por cento no terceiro trimestre sobre um ano antes, após forte redução nas perdas com variações cambiais.

Reuters

14 de novembro de 2012 | 08h51

O prejuízo líquido da companhia aérea no trimestre encerrado em setembro foi de 309,4 milhões de reais, contra resultado negativo um ano antes de 516,5 milhões de reais, informou a empresa.

O resultado refletiu a queda de 98,7 por cento nas perdas com variações cambiais no terceiro trimestre, que somaram 6,3 milhões de reais, ante 476,4 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

A receita líquida cresceu 7,8 por cento ano a ano, para 1,99 bilhão de reais, e não foi suficiente para compensar a alta de 14 por cento nos custos e despesas operacionais, que chegaram a quase 2,2 bilhões de reais.

Os custos com combustível de aviação, um dos principais gastos do setor, cresceram 25,7 por cento na comparação anual, para 937 milhões de reais.

Assim, a Gol teve prejuízo operacional (Ebit) de 200,7 milhões de reais, com margem negativa de 10,1 por cento, contra perda operacional de 75 milhões um ano antes e margem negativa de 4,1 por cento.

A empresa atribuiu a deterioração da margem ao aumento do preço do querosene de aviação em cerca de 20 por cento, à fraca recuperação da economia interna, ao novo patamar de tarifas aeroportuárias e à depreciação do real frente ao dólar em 24 por cento entre os períodos, já que mais da metade dos custos da empresa são denominados na moeda norte-americana.

"Em função do cenário macroeconômico desafiador, a Gol permanece com sua estratégia de ajuste de capacidade no mercado interno e com foco na redução de custos, visando um retorno gradativo às margens operacionais positivas", disse a empresa no balanço.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitdar) caiu 22,6 por cento, para 96,1 milhões de reais, enquanto a margem recuou de 6,7 por cento há um ano para 4,8 por cento.

A Gol manteve a previsão de crescimento do mercado doméstico em 2012 de 6 a 9 por cento, com expectativa de margem operacional (Ebit) negativa. Antes, a companhia previa alta entre 7 e 10 por cento para a demanda no mercado brasileiro neste ano, com margem operacional de 4 a 7 por cento.

Ao fim de setembro, a Gol acumulava compromissos financeiros líquidos de 6,1 bilhões de reais, alta anual de 32,2 por cento, enquanto o caixa total encolheu 14,1 por cento no terceiro trimestre, para 1,88 bilhão de reais.

(Por Sérgio Spagnuolo)

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