Goldman troca bônus de executivos por ações

Banco americano decide substituir os prêmios em dinheiro por papéis da companhia, que somente poderão ser vendidos cinco anos depois

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

11 Dezembro 2009 | 00h00

O banco de investimentos americano Goldman Sachs informou ontem que este ano vai substituir os bônus em dinheiro pagos aos seus principais executivos por ações da companhia. A decisão atinge os 30 membros do conselho gestor do banco, que terão de seguir algumas regras em relação a esses papéis.

Em um comunicado à imprensa, o Goldman Sachs disse que a principal restrição às ações do banco é que elas só poderão ser vendidas cinco anos depois de serem distribuídas. Além disso, poderão ser tomadas de volta caso o Goldman Sachs avalie que os executivos realizaram operações de alto risco, sem informar adequadamente à direção do banco.

"O objetivo da medida é assegurar que nossos empregados sejam responsáveis pelos impactos de suas decisões", diz o comunicado. Além disso, a decisão "reforça a importância do controle de riscos para a empresa e deixa claro que nossas práticas de compensações não premiam uma excessiva exposição ao risco".

A nova política de bônus do Goldman Sachs entra em vigor no momento em que os bancos estão sendo criticados por pagar altos bônus aos seus executivos, mesmo depois de terem recebido recursos bilionários do governo para mantê-los em operação após a crise global. Analistas, políticos e acionistas criticaram o banco por ter reservado US$ 16,7 bilhões de janeiro a setembro deste ano para o pagamento de bônus aos executivos.

O banco de investimentos havia recebido cerca de US$ 10 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões de ajuda ao setor financeiro criado pelo governo dos Estados Unidos. O dinheiro foi devolvido em meados deste ano.

Ontem as ações do Goldman Sachs sofreram queda de 0,12% e eram negociadas a US$ 166,29 na Bolsa de Nova York, mas praticamente dobraram o seu valor durante este ano.

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