Google alerta sobre riscos de televisão na internet

Novos serviços de TV via internet, como o Joost e o YouTube, podem sobrecarregar a rede mundial de computadores, afirmaram empresas de internet, acrescentando que já estavam realizando investimentos pesados para manter os dados circulando pela web. O Google, que no ano passado adquiriu o site de distribuição de vídeo YouTube, afirmou que a infra-estrutura da internet não foi projetada para TV. A empresa chegou a divulgar um alerta a empresas que acreditam que podem começar a distribuir programas de TV e filmes em escala mundial e com qualidade de cinema, usando a rede. "A infra-estrutura da web e até mesmo a (infra-estrutura) do Google não podem ser ampliadas com facilidade, e não vão oferecer a qualidade de serviços que os clientes desejam", disse Vincent Dureau, vice-presidente de tecnologia de TV do Google, durante o Cable Europe Congress. O Google em lugar disso se ofereceu como parceiro às operadoras de TV a cabo, a fim de combinar sua tecnologia de busca de programas de TV e filmes e seus serviços de publicidade dirigida à capacidade das redes de cabo para distribuir programas de alta qualidade. Duco Sickinghe, presidente-executivo da operadora belga de cabos Telenet, disse que era "a melhor notícia do dia" saber que o Google não seria capaz de ampliar sua infra-estrutura o bastante para distribuir vídeos. O Google foi recebido com uma mistura de medo e admiração pelas operadoras de TV a cabo, que temem ter seus negócios roubados por companhias da web. A internet como um todo representa vantagem para o setor, mas não deixam de existir problemas, segundo as operadoras de cabos. A distribuição de vídeo em banda larga a residências e pequenas empresas é um dos segmentos mais lucrativos do setor de TV a cabo, mas pesados investimentos em infra-estrutura são necessários para atender à rápida ascensão no volume de troca de arquivos e download de vídeos via internet. O volume de dados envolvidos em uma transmissão de vídeo de uma hora pode equivaler a um ano de e-mails. O grupo de pesquisa Gartner estima que 60% do tráfego da internet é gerado por computadores que estão ligados a redes de troca de arquivos, principalmente máquinas de usuários que estão compartilhando filmes e programas de TV.

Agencia Estado,

08 Fevereiro 2007 | 20h29

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