Governador da BA: reforma política pode ser 'resposta'

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta sexta-feira que a votação da reforma política pode ser uma "resposta" do Congresso às manifestações que ocorrem pelo País. "Acho que há uma crise de representação, as pessoas não se sentem representadas, a credibilidade da classe política é baixa", avaliou. "Se a delegação pelo voto não está construindo uma política sadia aos olhos da população, essa população tem de cobrar uma bandeira concreta: reforma política."

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 19h05

De acordo com Wagner, o Legislativo "deve" a votação do tema à população. "Nós vivemos numa democracia plena e há o questionamento sobre a classe política brasileira, sobre a forma de exercitar o poder, sobre corrupção", disse. "Acho que o Congresso Nacional precisa ouvir o grito da rua e pautar esse tema. A classe política brasileira é devedora, para a sociedade, de uma estrutura política representativa que corresponda mais aos anseios da população."

Ele também afirmou acreditar que a série de manifestações deve funcionar como "alerta para quem defende a democracia". "Se a gente foi eleito para representar a população, a gente precisa ouvir o que as pessoas estão gritando. O Congresso poderia pautar o projeto de reforma política como resposta (às manifestações)."

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