Governador de SP defende que Aécio assuma presidência do PSDB

O governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira que o senador mineiro Aécio Neves assuma a presidência do PSDB em maio, dando força à movimentação do parlamentar para se tornar o candidato do partido na eleição presidencial do ano que vem.

Reuters

25 de março de 2013 | 20h21

"Que você, Aécio, assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, fale com o povo brasileiro e una o partido", disse Alckmin ao lado do senador mineiro, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de lideranças tucanas do Estado de São Paulo.

Aécio foi ao diretório paulista do PSDB para dar uma palestra sobre os rumos do país e a proposta do PSDB para retornar à Presidência da República, cargo que o partido perdeu para o PT com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.

O senador, no entanto, evitou falar em candidatura presidencial e disse que o partido tem de se concentrar em apresentar uma alternativa de governo aos eleitores.

"Não é hora ainda de antecipar o debate eleitoral. Quem fez isso foi o governo", disse o senador. "O PSDB não tem sequer o direito de se negar a apresentar ao Brasil uma alternativa ao modelo de governo que está aí."

A ausência mais sentida no evento do PSDB paulista foi a do ex-governador José Serra que, segundo informações recentemente veiculadas na imprensa, estaria considerando deixar o partido e teria chegado a exigir a presidência do PSDB para não deixar a legenda, da qual é um dos fundadores.

Fernando Henrique explicou a ausência do ex-governador, afirmando que ele viajou aos Estados Unidos para participar de uma homenagem a um acadêmico próximo à sigla. O ex-presidente disse que se sentia representado por Serra nesta homenagem. "E espero que ele se sinta representado por mim aqui", disse.

Aécio chegou ao diretório paulista do PSDB acompanhado de Fernando Henrique e de Alckmin. Ele foi recebido aos gritos de "Aécio Presidente" e com faixas que diziam "o PSDB de São Paulo está com Aécio".

Uma das músicas tocadas antes da chegada do senador, no entanto, era um jingle eleitoral de Serra.

(Reportagem de Eduardo Simões)

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