Governador demite Barbosa e afasta citados

O governador José Roberto Arruda demitiu o secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, responsável pela coleta das provas que levaram à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. E afastou temporariamente dos cargos os secretários José Luiz Valente (Educação) e José Geraldo Maciel (Casa Civil), além de Fábio Simão (chefe de gabinete) e Omézio Pontes (assessor de imprensa) - estes últimos estão sendo investigados pela PF.

BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

Arruda informou, por sua assessoria, que não pretende renunciar ao mandato e é candidato à reeleição no ano que vem. Pessoalmente, ele decidiu só se pronunciar a respeito da operação depois de conhecer o inquérito da Polícia Federal. A ação dos policiais resultou na apreensão de documentos e computadores em gabinetes, casas de deputados distritais, secretários do governo e até no anexo da residência oficial do governador.

A assessoria do governador informou que ele não foi informado oficialmente dos objetivos da operação e não estava na residência oficial no momento em que a PF chegou ao local. Arruda não mora na casa. E ontem, conforme sua assessoria, tinha reservado o dia para consultas médicas - ele operou a perna há 15 dias. Os assessores informaram ainda que a PF não entrou em seu gabinete na residência oficial.

Já o secretário da Educação, José Luiz Valente, em nota, informou que houve busca e apreensão em sua casa e gabinete. "Estou à disposição do Departamento de Polícia Federal para o que for necessário, mas me reservo ao direito de só me pronunciar publicamente sobre o assunto quando tiver informações completas do que se trata", afirmou ele, na nota.

Já o deputado Leonardo Prudente chegou a convocar entrevista coletiva, mas desmarcou. Seus assessores informaram que ele só falará depois de se informar melhor.

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